sexta-feira, 7 de março de 2014

Dia Internacional das Mulheres: O Resgate da Cultura Celta


Em uma sociedade como nossa, ainda tão arraigada a antigos preconceitos  em relação às mulheres – sejam os explícitos, que geram violência e dominação, ou os velados, presentes nas piadas de mal gosto e nos deboches de cunho sexual – vejo muito da Sabedoria Celta de outrora renascendo no coração de algumas pessoas. 

Pois agora – sim, agora - que as fogueiras se apagaram e suas cinzas não causam mais pavor, houve um visível resgate desses antigos ensinamentos, tão característicos de um povo fantástico como os celtas.


Então pergunto a mim mesma: 
Será que nós, mulheres, estamos em busca de um novo sentido de independência e liberdade, ou só estamos reconquistando algo que já nos pertencia?


Os séculos correm diante de meus olhos, e vejo que muitas situações se renovam, embora sua essência permaneça a mesma.

As mulheres celtas não viviam na Idade Média, no mesmo período em que as demais mulheres da Europa eram vistas como serem submissos e inferiores?

E hoje, não vemos mulheres donas de sua própria independência, capazes de equilibrar sua ascensão no ramo profissional com as responsabilidades da família, ao mesmo tempo em que outras sequer têm a permissão de seus maridos para trabalhar fora?


 Agora me digam: a realidade de ontem não permanece tão ambivalente quanto a atual? Por isso é impossível generalizarmos todos os casos como um só. E infelizmente, ainda existirão esses dois lados até que todos aprendam a lei fundamental do Amor ao Próximo, que implica seriamente com a questão do Respeito mútuo.  


Vejam bem, as mulheres de origem celta eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros, e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.


Sua primeira lição era: "Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade".



Se somos tão modernos quando dizem, por que será que agora, tantos séculos depois, a realidade dos celtas ainda é vista como novidade para muitas mulheres? Pois eu, particularmente, ainda vejo muito pensamento medieval vigorando por ai.


Essa é uma oração celta, chamada:

 Oração da Mulher Celta


Jamais permita que algum homem a escravize.
Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.


Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?

Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir.


Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado.
Saiba que o corpo é a moradia do espírito - por que mantê-lo aprisionado?


Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido.


Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe.

Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você.


Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.

Jamais permita que paixões desenfreadas transportem você de um mundo real para outro que nunca existiu.


Jamais permita que outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.

Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.

Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai.

Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida.


Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la.

Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você.


Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você.


E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser MULHER.


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