sábado, 16 de fevereiro de 2013

As Casas Medievais



As casas medievais eram muito diferentes das nossas. Nas cidades medievais, as casas eram construídas em madeira ou pedra. Tinham dois ou mais andares com sacada, projetando-se sobre a rua. Este fato explica em parte a fisionomia das cidades medievais, retratadas como sombrias e pouco arejadas, apesar das janelas não terem vidros.


► Lareiras

As casas medievais tinham as lareiras no meio da sala, longe das paredes de madeira e para evitar os incêndios. Era em seu redor que as famílias se sentavam, para se aquecerem nas noites frias e escuras.

►Velas


Para iluminarem a noite, utilizavam juncos mergulhados em gordura, que ardiam como velas. Era frequente haver nas traseiras das casas pátios e jardins, onde se encontravam animais domésticos como a galinha e o porco. Não havia casas de banho, apenas fossas que necessitavam de uma limpeza periódica.


A vida dentro da casa era em comunidade e havia falta de intimidade, já que todos os seus habitantes comiam, dormiam e passavam o tempo livre na mesma divisão.

►Mobiliário


Mesmo entre os mais ricos e poderosos, usavam-se poucas peças de mobiliário. Do mobiliário faziam parte uma mesa, assentos sem costas e um móvel essencial pela sua enorme versatilidade: o baú ou arca.


 Dotada de uma utilização polivalente, o baú servia tanto de assento como de armário onde se guardavam as roupas ou as louças. A arca era também muitas vezes transformada em mesa, para servir o jantar.


As pessoas abastadas dormiam em camas de madeira resistente, com um dossel por cima e cortinas laterais. A maior parte dos colchões era de palha. Na maioria das casas, as pessoas sentavam-se em bancos baixos. Apenas o senhor dispunha de uma cadeira com espaldar e braços.


A cozinha medieval


A cozinha era muitas vezes construída no pátio em edifício separado, como precaução contra os incêndios.

O equipamento de cozinha dessa época incluía o almofariz, panelas e frigideiras de cabo comprido. A maior parte dos pratos era confeccionada em grandes panelas de ferro. O caldeirão de 3 pernas podia ser colocado sobre o fogo ou suspenso por um gancho.


Os cozinheiros tinham de ter talento para disfarçar o sabor de alguns alimentos. Por isso, a cozinha medieval usava e abusava de ervas aromáticas como os coentros, a salsa e a hortelã para condimentar os pratos. Cultivava-se o tomilho, o alho, a mostarda e o açafrão e utilizava-se também o sal e ainda pimenta vinda do Oriente.

A carne, guardada em despensas, nem sempre se mantinha fresca. O peixe cozinhado com salsa e funcho era um prato popular. A Igreja ordenava que às quartas, sextas e sábados não se comesse carne.


Legumes como as cebolas, couves e alho-francês eram utilizados para engrossar as sopas e estufados, mas não eram especialmente apreciados, pelo menos entre as classes superiores.

O regime alimentar variava de acordo com as posses de cada um. Enquanto os nobres abastados e os mercadores podiam ter uma vasta gama de alimentos à mesa, o regime alimentar das pessoas comuns era bem mais restrito. Comiam pão de centeio ou trigo, alguns legumes e os porcos da sua criação, ou ainda peixe salgado e lácteos compostos a partir de leite de vaca, cabra ou ovelha. Nas refeições comuns, o prato diário era um espesso caldo de legumes e muita carne.


►As refeições na Idade Média


Sentemo-nos à mesa medieval. As duas refeições principais eram o jantar e a ceia. No século XIV jantava-se entre as 10 e as 11 da manhã e a ceia era por volta das 6 ou 7 da tarde. À mesa encontrava-se todo o tipo de carnes, base da alimentação, como a carne de vaca e porco, cabrito, carneiro, lebre e faisão. A par destas, havia caça e aves exclusivas da época, como o urso, o gamo, a corça, a garça, e o pavão. A forma mais frequente de cozinhar a carne era assá-la no espeto, mas também se servia cozida, estufada ou em caldeirada.

O peixe fresco era mais raro e servia-se por isso mesmo em pequenas quantidades ou frito. Já o peixe seco, salgado e defumado era utilizado com maior abundância.


Em termos de doçaria, o leite estava onipresente nas confecções da época e era ingrediente imprescindível no manjar branco, nos pastéis de leite e nas tigeladas.

 Os vinhos servidos eram brancos e tintos. Como azedava com facilidade, o vinho era frequentemente servido com mel ou gengibre.

 E porque os olhos também comem, a decoração dos pratos, tal como a decoração dos recintos, era extremamente cuidada. As longas mesas eram cobertas com magníficos tecidos e iluminadas por tochas empunhadas por criados. Então, as iguarias começavam a desfilar, devidamente ornamentadas.

Os pratos tinham o nome de escudelas e serviam para dois convivas, sentados lado a lado. Apesar de já existirem colheres e facas, as mãos eram o principal talher utilizado. Cada um usava as sua própria faca, uma colher e os dedos para comer educadamente à mesa.


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