sábado, 16 de fevereiro de 2013

A vida na Idade Média


Período Medieval


A Idade Média situa-se entre o século V, marcado pelo fim do classicismo greco-romano e o século XV, ou seja, o início da Renascença. Cobre por isso um período muito vasto da história, abrangendo praticamente 10 séculos.


Por vezes classificada como a idade das trevas, tempo sombrio e de ignorância, a Idade Média foi, no entanto, palco de decisivos acontecimentos históricos e de magníficas produções culturais e artísticas.

Muitas catedrais, castelos, igrejas e obras de arte construídas então chegaram até nós, como testemunho e eco deste período decisivo na História do Homem. As cidades, as universidades, a moeda e o comércio da Europa, ainda hoje existentes, têm as suas raízes neste período que alguns classificaram erradamente como uma longa noite de dez séculos.


A Idade Média foi uma época remota e misteriosa, mergulhada nas brumas da história, povoada de castelos e guerreiros, reis e bispos, cavaleiros e damas. Então, a paz era rara e a Europa vivia entre guerras e batalhas sangrentas. Nelas, os cavaleiros envergavam armaduras reluzentes e empunhavam espadas mortíferas. Mas não foi apenas por esse motivo que a Idade Média é considerada um tempo de violência e insegurança.


A Peste Negra, interpretada como um sinal da ira de Deus contra o homem, dizimou a Europa, matando um terço da população. Um cavaleiro tinha assim mais probabilidades de morrer vítima da doença, o pior dos inimigos, do que vítima de um adversário.



O Sistema Feudal


Embora os costumes romanos se tenham mantido durante bastante tempo, foi na Idade Média que se desenvolveu uma nova forma de governar a sociedade, chamada feudalismo. Este sistema, juntamente com o crescente poder da Igreja, foram os que mais influenciaram a vida na Idade Média.

A sociedade estava organizada num sistema feudal, que se baseava na concessão de terras em troca de serviços.


No campo, à volta dos castelos, vivia a esmagadora maioria da população. Eram os camponeses, que trabalhavam a terra por conta do senhor que lhe pagavam uma renda. Em troca, podiam refugiar-se no pátio do castelo em momentos de perigo. Por tudo isto, o sistema feudal traduz a importância da terra, maior bem que se podia possuir e só ao alcance de alguns.


Os cavaleiros juravam servir com lealdade os seus senhores e as terras, defender a honra das damas e colocar a sua vida ao serviço de Deus.


A Igreja Católica estava no centro do mundo medieval. Era uma instituição poderosa e governava a vida das pessoas, desde os aspectos mais práticos aos espirituais.

Arquitetura medieval


Em termos arquitetônicos, há dois tipos de construções que caracterizam esta época da história, rivalizando então em importância: os castelos e as catedrais.

Os castelos, símbolos de prestígio e objetos de conquistas militares, traduziam a importância do poder terreno. Lugar por excelência do poder econômico e político, dominavam a sociedade camponesa.


As inúmeras catedrais com torres que se elevavam na direção dos céus simbolizam a importância da Igreja e o peso do poder espiritual.


A arqueologia revela que durante a Idade Média a chave era um elemento muito utilizado e construído em grande escala. Facilmente concluímos que o homem medieval apreciava a segurança e gostava de guardar, fechar, proteger o que tinha de mais precioso.


As Cidades Medievais


O espaço medieval brinca precisamente com a oposição entre a estabilidade e a mobilidade, entre a segurança e o perigo. A cidade, lugar de civilização, opunha-se ao campo, lugar de rusticidade.

 Construídas entre muralhas, as cidades ofereciam estabilidade, mas os nobres, cavaleiros e mercadores encontravam-se em constante movimento. E as próprias cidades, local onde se concentrava o comércio e a riqueza, eram igualmente o espaço cobiçado por ladrões, pelo que ao escurecer, a segurança desaparecia. Apesar das cidades manifestarem tendência a desenvolver-se junto de portos, o mar ainda era um mundo desconhecido, que ficaria para outras páginas da história da humanidade.

►O lazer


Os tempos livres eram ocupados com atividades físicas e violentas como os torneios de cavalaria e a caça ao veado. Felizmente, também havia tempo para realizar concorridas feiras e mercados, com malabaristas e exibições de animais, nomeadamente ursos.

É também nesta época que surgem os bobos da corte e os trovadores, músicos que cantavam o amor proibido por uma dama. Juntos, animavam os longos e frios serões no castelo.

►A criatividade medieval


Em termos culturais, o imaginário medieval é muito rico e repleto de demônios, animais e outras figuras temerosas. A criatividade do homem medieval expressa-se por uma admirável produção de formas estéticas, verdadeiros testemunhos da sua vida cotidiana. Numerosas construções, livros, objetos e, sobretudo, obras de arte como pinturas, esculturas, mosaicos, vitrais e tapeçarias chegaram até nós, pelo que é bastante fácil reconstruir com fidelidade a história desta época aparentemente misteriosa.


Hoje, muitos séculos depois, propomos uma visita guiada ao modo de vida de então. Porque afinal, também foi este passado que fez de nós aquilo que somos hoje.



2 comentários:

  1. Adorei seu blog, informações boas, e um conteúdo bastante interessante.
    Parabens.
    :)

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  2. eu gostei bastante me ajudou em muita coisa no trabalho da escola, obrigada.

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