domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Astrologia na Idade Média



Se fôssemos estabelecer uma frase que resumisse o que difere a Astrologia Moderna da Medieval, poderia ser a seguinte: Astrologia Medieval é prosa realista; a Moderna, poesia. Porque a diferença mais gritante entre as duas práticas está no modo como cada uma interpreta o mapa.

Na Astrologia Contemporânea, o mapa representa você, sua personalidade e o modo como vê o mundo e os elementos de sua vida. Para a Astrologia Medieval, a ênfase maior não é no modo como você se comporta ou percebe a vida, mas em representar os acontecimentos em si, o desenrolar da sua vida e de todas as pessoas que vivem com ela.


A Astrologia Medieval compreende as técnicas de interpretações e prognósticos astrológicos difundidas entre os séculos IX e XIV da Era Cristã, numa área que compreende o Oriente Médio o Mediterrâneo e a Península Ibérica.


Isso explica outra diferença entre a prática Medieval e a Moderna: o desuso dos planetas Urano, Netuno e Plutão. Como não se sabia da existência de tais planetas nos tempos medievais, um astrólogo medieval purista nos tempos atuais não os incluirá no desenho do mapa. Usa-se apenas Sol, Lua, Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio.

Quando um astrólogo medieval lia a Casa 2, por exemplo, ele estava interessado em saber as condições financeiras da pessoa. A Casa 2 descreveria dados bastante concretos do dinheiro que a pessoa ganhará pela vida. 


Entenda abaixo quais perguntas a Astrologia Medieval responderia, nesse caso:

►A pessoa terá muitas posses?
►Qual será sua fonte financeira?
►Qual será a época da sua vida na qual ganhará mais?


No século XX, para muitos astrólogos, a Casa 2 ganhou a interpretação do nosso valor, das nossas esperanças de ganho na vida. Compare com as perguntas hipotéticas que Howard Sasportas (astrólogo moderno, autor do livro "As doze Casas") faria:

►Como nos relacionamos com dinheiro e posses?
►Quais são as nossas capacidades que poderemos desenvolver?
►Quais são as coisas que valorizamos?

De previsão do tempo à estratégia de guerra: um saber de mil e uma utilidades


Na Europa Medieval, saber Astrologia era imprescindível em profissões como a medicina. Além disso, era comum cada rei ter um astrólogo somente para si. Confira funções antigas desse estudo:

Analisando o mapa do momento em que a pessoa adoecia, extraía-se informações sobre a severidade da doença e quais remédios seriam mais adequados para ela;


Ao se levantar o mapa de um recém-nascido, procurava predizer se ele sobreviveria à infância e chegaria na vida adulta; caso isso se confirmasse, calculava-se sua expectativa de vida.


Astrólogos escolhiam através de mapas o melhor momento para um reino atacar o outro e vencer.


Mapas eram usados para se prever chuvas, desastres climáticos, epidemias, etc.


Pela lista acima, percebe-se que a Astrologia preenchia um papel que mais tarde foi substituído pela ciência moderna. Devido a isso, é natural concluir o porquê de sua abordagem ter sido bastante objetiva. 


Seria desnecessário usarmos a hoje a Astrologia com os mesmos objetivos daqueles encontrados na Idade Média, embora algumas coisas continuem interessantes, curiosas e bastante úteis, no sentido de suprir algumas demandas existenciais do homem moderno.


Para optar entre a Astrologia Moderna e a Medieval você precisa refletir sobre quais respostas busca. Temos dois caminhos com suas particularidades e não é necessária uma escolha se você gostar dos dois.

Afinal de contas, Astrologia é Astrologia!


Fonte: http://www.personare.com.br/conheca-a-astrologia-medieval-m107

Um comentário:

  1. astrologia da idade media se reportava aos fatos, e a de hoje a alma

    ResponderExcluir