sábado, 13 de outubro de 2012

Personagens Medievais



“Na Idade Média a sociedade era bastante estratificada. A população estava dividida em grupos privilegiados e grupos não privilegiados:

Grupos privilegiados: Nobreza e Clero - Tinham cargos administrativos e não tinham de pagar impostos;

Grupos não privilegiados: Povo - Trabalhavam nos campos dos nobres e dos clérigos e pagavam impostos.”


Mas, certamente que essa divisão é demasiada vaga, principalmente se quisermos entender a fundo a sociedade medieval. Infelizmente, muitos dos livros didáticos que já tive a oportunidade de ler sobre o assunto são muito parecidos e, até certo ponto, vagos. Seria a mesma coisa se daqui a alguns séculos, conseguissem descrever a nossa sociedade com apenas alguns fracos parágrafos, ausentes de detalhes e bastante generalizados.

 Não é atoa que até algum tempo atrás chamavam o período medieval de “Idade das Trevas”, não é? O conhecimento está ai, muitos o sabem; falta divulgação. E divulgação certa, é claro.

Bom, vamos ao tema do post: personagens medievais.


O Rei


Era o dono de vastas áreas de terras e para protegê-las de invasões, o rei dava partes delas para senhores locais, chamados de vassalos. Em retorno a isso, os vassalos juravam lealdade e prometiam lutar para defender as terras de seu rei.

Os Vassalos


Possuíam as terras concedidas por um rei ou por um outro senhor feudal (suserano). Essas terras eram chamadas de feudo, onde um vassalo atuava como um senhor local e poderia dar porções de suas terras a outros, que se tornariam seus vassalos. Uma pessoa podia ser o vassalo de um, mas o senhor de outro ao mesmo tempo.

Os Cavaleiros


Eram guerreiros que lutavam à cavalo. Para receberem terras dos reis, davam si próprios como vassalos, como uma garantia. Somente filhos de senhores feudais poderiam tornar-se cavaleiros. Os candidatos à cavalaria começavam como pajens aos 7 anos de idade, aprendendo boas maneiras, esgrima e caça. Aos 13 ou 14 anos tornavam-se escudeiros e começavam a praticar a luta sobre o cavalo. Eles seriam os assistentes dos cavaleiros, seja nos castelos ou nas batalhas. Aos 21 anos o escudeiro tornava-se um cavaleiro finalmente, e havia todo um ritual para isso.

As Mulheres da Nobreza


Eram as filhas ou esposas dos homens nobres (reis, senhores feudais ou cavaleiros). Elas eram encarregadas de supervisionar os criados nos cuidados da casa e da educação das crianças. Também ajudavam a cuidar dos doentes e dos pobres. Em certas ocasiões, as mulheres da nobreza podiam possuir terras, que eram herdadas de seu pai ou de seu marido. Quando o senhor feudal se ausentasse, era a mulher que cuidava de seus negócios e da defesa de seu território.

Os Bispos


Eram os líderes da Igreja, abaixo do papa de Roma. A maioria dos bispos eram homens da nobreza. Eles supervisionavam os padres das igrejas, monges e freiras e administravam seus negócios. Em várias partes da Europa a Igreja chegou a possuir vastas áreas de terras e a comandar um grande número de cavaleiros. No início da Idade Média, não era incomum ver bispos liderando cavaleiros em uma batalha.

Os Padres


Eram os responsáveis pela instrução espiritual e condução das cerimônias religiosas locais nas paróquias e igrejas.

Monges e Freiras


Eram homens e mulheres que deixavam para trás todas as suas riquezas e posses para viver nos monastérios e conventos. Eles tinham uma vida simples, não podiam se casar e devotavam-se a orar, estudar e ajudar os necessitados. Também atuavam como médicos.

Os Arautos


O Arauto era o mensageiro oficial na Idade Média, uma pré-forma do diplomata. O arauto fazia as proclamações solenes, verificava títulos de nobreza, transmitia mensagens, anunciava a guerra e proclamava a paz.

Os ferreiros


Durante a idade média era comum a imagem do ferreiro da aldeia, responsável por praticamente toda a metalurgia do feudo ou povoado. Sendo que muitas vezes, nestes tempos, o ferreiro se tornara sinônimo de forjador de armas, já que era função dele fabricar as armas (espadas, lanças, machados, etc) utilizados pelos soldados da época.

Os alfaiates


A profissão de alfaiate é das mais antigas do mundo. A alfaiataria (masculina ou feminina) é uma arte surgida no final da idade media entre os séculos XII e XIV

Os Servos


Moravam em uma parte do domínio feudal, onde deviam obediência a um senhor local. A maioria dos camponeses eram servos, que estavam atados ao feudo e não podiam deixá-lo ou casar-se sem autorização do senhor feudal. Eles faziam todo o trabalho relacionado à terra: plantavam e colhiam, cuidavam dos animais, das construções de edifícios, da confecção de roupas e cortavam a lenha. Homens, mulheres e crianças trabalhavam lado a lado. Os servos tinham um pequeno lote de terra onde plantavam para seu próprio sustento.

Os Criados


Eram camponeses que trabalhavam na casa do senhor feudal cozinhando, limpando, lavando as roupas e outros trabalhos.

Os Mercadores


Eram negociantes e vendedores que começaram a aparecer no final da Idade Média. As mercadorias mais comuns eram sal, ferro e têxteis. Também havia itens mais raros como a seda e condimentos (especiarias), que vinham da China e Oriente Médio. Com o crescimento do comércio, uma nova classe também se desenvolveu: a dos artesãos. Estes produziam roupas, sapatos, vidros e outros artefatos que precisavam de um pouco mais de perícia, que não havia dentro dos feudos. Outros artesãos esculpiram pedras nas catedrais. As mulheres manejavam várias dessas artes, em especial a tecelagem e fabricação de bebidas por fermentação.

Os Menestréis


Eram os responsáveis pelo entretenimento e viajavam de cidade a cidade, frequentemente em grupos. A maioria era cantor ou músico, mas também tinham outras habilidades. Alguns faziam malabarismos, acrobacias e danças. Nas diferentes partes da Europa, os menestréis têm recebido diversos nomes. Na Alemanha eram chamados de "minnesingers", na França, "jongleurs" e na Irlanda, "bardos". Os mais famosos menestréis foram os do sul da França, os chamados trovadores, que em latim significa "compositor"


Na Idade Média existiam várias profissões. Muitas delas não mais existem hoje em dia, mas outras ainda perduram - seja do modo tradicional, ou mais aperfeiçoado. Algumas são muito obvias, mas não custa citá-las.

Algumas antigas profissões:

- O Camponês cultivava o campo;
- O Lenhador cortava e vendia a lenha;
- O Ferreiro trabalhava os metais;
- O Pastor que pastoreava os animais;
- O Carniceiro vendia carne;
- O Cirieiro fazia velas;
- O  Pergaminheiro fazia os pergaminhos;
- O Ourives fazia joias;
- O Vidreiro fazia vidro;
- O Canteiro trabalhava a pedra;
- Os Vendedores Ambulantes vendiam diversos produtos;
- O Boticário era uma espécie de farmacêutico antigo;
- O Alfaiate fazia roupa:
- O Bancário fazia o câmbio de dinheiro.

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